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I-Alimentação, II- Alimentos Funcionais, III- Ansiedade, IV- Água, V- Climatério, VI- Diabetes Melittus, VII- Diarréia e desidratação, VIII- Doenças autoimunes, IX- Halitóse, X- Herpes, XI- Hipertensão, XII- Uso de medicamentos, XIII- Osteoporose, XIV- Tabagismo, XV- Antibióticos

I - Alimentação

O que é alimentação saudável?


Uma alimentação saudável deve ser baseada em práticas alimentares que assumam a significação social e cultural dos alimentos como fundamento básico conceitual. Neste sentido é fundamental resgatar estas práticas bem como estimular a produção e o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas), sempre levando em consideração os aspectos comportamentais e afetivos relacionados às práticas alimentares.



Responsabilidade do setor público:

O setor público precisa assumir a responsabilidade de fomentar mudanças sócio–ambientais, em nível coletivo, para favorecer as escolhas saudáveis no nível individual. A responsabilidade compartilhada entre sociedade, setor produtivo e setor público é o caminho para a construção de modos de vida que tenham como objetivo central a promoção da saúde e a prevenção das doenças.



Principais características de uma alimentação saudável:

1. Respeito e valorização as práticas alimentares culturalmente identificadas: o alimento tem significações culturais diversas que precisam ser estimuladas. A soberania alimentar deve ser fortalecida por meio deste resgate.



2. A garantia de acesso, sabor e custo acessível. Uma alimentação saudável não é cara, pois se baseia em alimentos in natura e produzidos regionalmente. O apoio e o fomento à agricultores familiares e cooperativas para a produção e a comercialização de produtos saudáveis como legumes, verduras e frutas é uma importante alternativa para que além da melhoria da qualidade da alimentação, estimule geração de renda para comunidades. As práticas de marketing muitas vezes vinculam a alimentação saudável ao consumo de alimentos industrializados especiais e não privilegiam os alimentos não processados e menos refinados como, por exemplo, a mandioca que é um (tubérculo) alimento saboroso, muito nutritivo, típico e de fácil produção em várias regiões brasileiras e tradicionalmente saudável.



3. Variada: fomentar o consumo de vários tipos de alimentos que forneçam os diferentes nutrientes necessários para o organismo, evitando a monotonia alimentar que limita o acesso de todos os nutrientes necessários a uma alimentação adequada.



4. Colorida: como forma de garantir a variedade principalmente em termos de vitaminas e minerais, e também a apresentação atrativa das refeições, destacando o fomento ao aumento do consumo de alimentos saudáveis como legumes, verduras e frutas e tubérculos em geral.



5. Harmoniosa: em termos de quantidade e qualidade dos alimentos consumidos para o alcance de uma nutrição adequada considerando os aspectos culturais, afetivos e comportamentais;



6. Segura: do ponto de vista de contaminação físico-química e biológica e dos possíveis riscos à saúde. Destacado a necessidade de garantia do alimento seguro para consumo populacional.





- Faça pelo menos 3 refeições (café da manhã, almoço e jantar) e 2 lanches saudáveis por dia. Não pule as refeições. - Inclua diariamente 6 porções do grupo do cereais(arroz, milho, trigo pães e mas­sas), tubérculos como as batatas e raízes como a mandioca/macaxeira/aipim nas refeições. Dê preferência aos grãos integrais e aos alimen­tos naturais. - Coma diariamente pelo menos 3 porções de legumes e verduras como parte das refeições e 3 porções ou mais de frutas nas sobremesas e lanches. - Coma feijão com arroz todos os dias ou , pelo menos, 5 vezes por semana. Esse pra­to brasileiro é uma combinação completa de proteínas e bom para a saúde. - Consuma diariamente 3 porções de leite e derivados e 1 porção de carnes, aves, peixes ou ovos. Retirar a gordura aparente das carnes e a pele das aves antes da preparação torna esses alimentos mais saudáveis! - Consuma, no máximo, 1 porção por dia de óleos vegetais, azeite, manteiga ou marga­rina. Fique atento aos rótulos dos alimen­tos e escolha aqueles com menores quantidades de gorduras trans. - Evite refrigerantes e sucos industrializa­dos, bolos, biscoitos doces e recheados, sobremesas doces e outras guloseimas como regra da alimentação. - Diminua a quantidade de sal na comida e retire o saleiro da mesa. Evite consumir alimentos industrializados com muito sal (sódio) como hambúrguer, charque, sal­sicha, lingüiça, presunto, salgadinhos, conservas de vegetais, sopas, molhos e temperos prontos. - Beba pelo menos 2 litros (6 a 8 copos) de água por dia. Dê preferência ao consumo de água nos intervalos das refeições. - Torne sua vida mais saudável. Pratique pelo menos 30 minutos de atividade físi­ca todos os dias e evite as bebidas alcoóli­cas e o fumo. Mantenha o peso dentro de limites saudáveis. Veja aqui se você está com um peso saudável: Se você tem entre 20 e 60 anos, veja no quadro abaixo o seu IMC (Índice de Massa Corporal). Para calcular, divida o seu peso, em quilogramas, pela sua altura, em metros, elevada ao quadrado.
IMC = P (peso)
______________
A2 (altura x altura)



IMC (Kg/m²)

Estado Nutricional

Menor que 18,5

Você está com baixo peso

18,5 a 24,99

O seu peso está adequado

25 a 29,99

Alerta: sobrepeso

Maior que 30

Alerta: obesidade



II- Alimentos funcionais

O que são: São alimentos ou ingredientes que produzem efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas. Os alimentos funcionais caracterizam-se por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, como câncer e diabetes, dentre outras. Consumo de Alimentos Funcionais: • É necessário que o consumo destes alimentos seja regular a fim de que seus benefícios sejam alcançados. A indicação fica no maior uso de vegetais, frutas, cereais integrais na alimentação regular, já que grande parte dos componentes ativos estudados se encontra nesses alimentos. Outra dica é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados (especialmente carne de soja e isolados protéicos de soja) ou peixes ricos em ômega 3; • O consumidor deve também estar atento e procurar saber se o alimento que está comprando (referimo-nos àqueles processados pela indústria) teve sua eficácia avaliada por pesquisas sérias. • Para que os resultados sejam eficazes, é importante que o consumidor siga as instruções na rotulagem, utilizando o produto da forma recomendada pelo seu fabricante; • Além disso, é importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada. Isto quer dizer que se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos, se a ingestão deste estiver associada a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol.



Abaixo, um quadro com os principais compostos funcionais investigados pela ciência:

Composto

Ação

Alimentos onde é encontrado

Isoflavonas

Ação estrogênica (reduz sintomas da menopausa) e anti-câncer

Soja e derivados

Proteínas de soja

Redução dos níveis de colesterol

Soja e derivados

Ácidos graxos ômega-3

Redução do LDL - colesterol; ação antiinflamatória; é indispensável para o desenvolvimento do cérebro e

da retina de recém nascidos

Peixes marinhos como sardinha, salmão, atum, anchova, arenque, etc

Ácido a - linolênico

Estimula o sistema imunológico e tem ação antiinflamatória

Óleos de linhaça, colza, soja; nozes e amêndoas

Catequinas

Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico

Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto

Licopeno

Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer, como de próstata

Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia

Luteína e Zeaxantina

Antioxidantes; protegem contra degeneração macular

Folhas verdes (luteína). Pequi e milho (zeaxantina)

Indóis e Isotiocianatos

Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama

Couve flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda

Flavonóides

Atividade anti-câncer, vasodilatadora, antiinflamatória e antioxidante

Soja, frutas cítricas, tomate, pimentão, alcachofra, cereja

Fibras solúveis e

insolúveis

Reduz risco de câncer de cólon, melhora o funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dão maior saciedade.

Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc; leguminosas como soja, feijão, ervilha, etc.; hortaliças com talos e frutas com casca

Prebióticos - frutooligossacarídeos, inulina

Ativam a microflora intestinal, favorecendo o bom funcionamento do intestino

Extraídos de vegetais como raiz de chicória e batata yacon

Sulfetos alílicos (alilsulfetos)

Reduzem colesterol, pressão sanguínea, melhoram o sistema imunológico e reduzem risco de câncer gástrico

Alho e cebola

Lignanas

Inibição de tumores hormônio-dependentes

Linhaça, noz moscada

Tanino

Antioxidante, anti-séptico, vaso-constritor

Maçã, sorgo, manjericão, manjerona, sálvia, uva, caju, soja

Estanóis e esteróis vegetais

Reduzem risco de doenças cardiovasculares

Extraídos de óleos vegetais como soja e de madeiras

Probióticos - Bífidobacterias e Lactobacilos

Favorecem as funções gastrointestinais, reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon

Leites fermentados, Iogurtes e outros produtos lácteos fermentados


Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



III- Ansiedade

O que é ansiedade?


O termo tem várias definições nos dicionários não técnicos: aflição, angústia, perturbação do espírito causada pela incerteza, relação com qualquer contexto de perigo, etc. Levando-se em conta o aspecto técnico, devemos entender ansiedade como um fenômeno que ora nos beneficia ora nos prejudica, dependendo das circunstâncias ou intensidade, podendo tornar-se patológica, isto é, prejudicial ao nosso funcionamento psíquico (mental) e somático (corporal). A ansiedade estimula o indivíduo a entrar em ação, porém, em excesso, faz exatamente o contrário, impedindo reações. Os transtornos de ansiedade são doenças relacionadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida. Pode-se sentir ansioso a maior parte do tempo sem nenhuma razão aparente; pode-se ter ansiedade às vezes, mas tão intensamente que a pessoa se sentirá imobilizada. A sensação de ansiedade pode ser tão desconfortável que, para evitá-la, as pessoas deixam de fazer coisas simples (como usar o elevador) por causa do desconforto que sentem. Os transtornos da ansiedade têm sintomas muito mais intensos do que aquela ansiedade normal do dia a dia. Eles aparecem como: - preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar); - sensação contínua de que um desastre ou algo muito ruim vai acontecer; - preocupações exageradas com saúde, dinheiro, família ou trabalho; - medo extremo de algum objeto ou situação em particular; - medo exagerado de ser humilhado publicamente; - falta de controle sobre os pensamentos, imagens ou atitudes, que se repetem independentemente da vontade; - pavor depois de uma situação muito difícil.



Tratamento

Existem três tipos de tratamento para os transtornos de ansiedade; - medicamentos (sempre com acompanhamento e receita médica); - psicoterapia com psicólogo ou com médico psiquiatra; - combinação dos dois tratamentos (medicamentos e psicoterapia). A maior parte das pessoas começa a ser sentir melhor e retoma suas atividades depois de algumas semanas de tratamento, por isso é importante procurar ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima. O diagnóstico precoce e preciso, um tratamento eficaz e o acompanhamento por um prazo longo, são imprescindíveis para obter-se melhores resultados e menores prejuízos. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



IV- Os benefícios da água para a saúde

Beba pelo menos dois litros de água por dia. A recomendação é repetida o tempo todo por médicos, educadores físicos, nutricionistas e outros experts da área da saúde. Ocorre que ela tem uma função fundamental para o bom funcionamento do organismo. — É a água quem transporta oxigênio, nutrientes, hormônios e outros componentes das células . Também é a água quem leva as toxinas das células para os rins, ou seja, ela desintoxica o organismo. Sentidos como visão e audição também precisam de hidratação. — Outra função muito importante da água é a regulação da temperatura do corpo, já que ela é um dos componentes do suor . Para quem não gosta de beber água in natura é recomendável o uso de chás de ervas como hortelã e cidreira, sem açúcar. Os chás devem ser descafeinados para não estimular a função cardiovascular — evitar chá preto e chimarrão em excesso é a pedida. Sucos podem servir para a hidratação, mas é preciso ter cuidado com as calorias. Um bom indicador é a cor da urina: quanto mais escura e concentrada ela estiver, de mais água o corpo precisa. — A falta de água no organismo resulta também em pele e cabelos ressecados, intestino preso e outros desconfortos . Uma dica uma dica importante é deixar uma garrafinha na mesa de trabalho, dentro da bolsa ou no carro, para lembra-lo sempre de beber água.



V- Climatério

O que é:


Climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa (última menstruação) é um fato que ocorre durante o climatério. No climatério há uma diminuição das funções ovarianas, fazendo com que os ciclos menstruais se tornem irregulares, até cessarem por completo. Estatisticamente, a menopausa ocorre, em média, aos 50 anos. O climatério tem início por volta dos 40 anos e se estende até os 65 anos.



Sintomas:

Algumas mulheres nesta fase podem sentir ondas de calor, acompanhadas de transpiração, tonturas e palpitações; suores noturnos prejudicando o sono; depressão ou irritabilidade; alterações nos órgãos sexuais, como coceira, secura da mucosa vaginal; distúrbios menstruais; diminuição da libido; desconforto durante as relações sexuais; diminuição do tamanho das mamas e perda da firmeza; diminuição da elasticidade da pele, principalmente da face e pescoço; aumento da gordura circulante no sangue; aumento da porosidade dos ossos tornando-os mais frágeis.



Como enfrentar essa fase?

Procure orientação no serviço de saúde mais próximo de sua casa. Converse com seu médico! - beba bastante água, principalmente após exercícios físicos; - use roupas leves e procure ambiente fresco e ventilado; - pratique exercícios leves regularmente. Caminhada, natação e dança ajudam a fortalecer os músculos; - evite fumo, álcool ou outras drogas; - faça refeições mais leves e mais freqüentemente; - tome sol. Estas medidas vão contribuir para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de doenças como câncer de mama, osteoporose, entre outras. O climatério e a menopausa não são doenças! São ocorrências naturais do ciclo de vida das mulheres e nem todas apresentarão sintomas no decorrer desse período. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



VI - Diabetes Melittus

O Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose e a falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, conseqüentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.



Tipos:

- Tipo 1: causada pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a insulina. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos diabéticos.



- Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina. Ocorre em cerca de 90% dos diabéticos.



- Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo ou não persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida.



- Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados com outras doenças ou com o uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística, etc.); induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticóides, betabloqueadores, contraceptivos, etc.).



Principais sintomas do DM tipo 1: vontade de urinar diversas vezes; fome freqüente; sede constante; perda de peso; fraqueza; fadiga; nervosismo; mudanças de humor; náusea; vômito.



Principais sintomas do DM tipo 2: infecções freqüentes; alteração visual (visão embaçada); dificuldade na cicatrização de feridas; formigamento nos pés; furúnculos.



Complicações:

O tratamento correto do diabetes significa manter uma vida saudável, evitando diversas complicações que surgem em conseqüência do mau controle da glicemia. O prolongamento da hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) pode causar sérios danos à saúde:



- retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como conseqüência, a perda da acuidade visual.



- nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins fazem com que haja a perda de proteína na urina; o órgão pode reduzir sua função lentamente, porém de forma progressiva, até sua paralisação total.



- neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas como: formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos; dores locais e desequilíbrio; enfraquecimento muscular; traumatismo dos pêlos; pressão baixa; distúrbios digestivos; excesso de transpiração e impotência.



- pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.



- infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, somado à atividade física e medicamentos que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo, são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência deste problema é de 2 a 4 vezes maior nas pessoas com diabetes.



- infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate aos vírus, bactérias, etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.



Prevenção e controle:

Pacientes com história familiar de DM devem ser orientados a: - manter o peso normal; não fumar; controlar a pressão arterial; evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas; praticar atividade física regular. Pacientes com DM devem ser orientados a: - realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões; manter uma alimentação saudável; utilizar os medicamentos prescritos; praticar atividades físicas; manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



VII- Diarréia e desidratação

A diarréia é um desarranjo do intestino com aumento do número de evacuações e fezes amolecidas ou líquidas.



Causas:

Os germes causadores da diarréia costumam chegar ao ser humano através da boca, podendo estar na água ou alimentos contaminados. A maioria das diarréias é causada por vírus, bactérias ou parasitas. Os parasitas são comuns em locais com condições precárias de higiene sanitária.



Complicações da diarréia:

- desidratação; - diarréias de repetição, desnutrição crônica, retardo do desenvolvimento do peso e estatura; - retardo do desenvolvimento intelectual; - morte.



Tratamento:

- iniciar a ingestão do soro caseiro* o mais breve possível; - aumento da ingestão de líquidos como soros, sopas, sucos; - ingerir de 50 a 100 ml de líquido após cada evacuação diarréica; - manter a alimentação habitual, principalmente o leite materno, corrigindo erros alimentares e seguindo as orientações médicas; - observar os sinais de desidratação.



Sinais da desidratação:

- olhos fundos; - ausência de lágrimas quando a criança chora; - boca e língua secas; - ter muita sede e beber água ou outro líquido muito rápido; - diminuição da quantidade de urina; - afundamento da moleira. Se apresentar dois ou mais sintomas, pode ser desidratação. É necessário procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente para atendimento médico.



Prevenção:

- amamentar o recém-nascido no mínimo até os seis meses de vida; - beber somente água tratada, filtrada ou fervida; - beber bastante líquidos, principalmente nos dias mais quentes; - observar se os encanamentos da residência não estão furados; - manter os depósitos de água sempre fechados e fazer limpeza regularmente; - não tomar banho em rio, açude ou piscina contaminada; - manter a higiene da casa, pessoal e dos utensílios de mesa e fogão; - lavar as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos, antes de amamentar, após a troca de fraldas de crianças ou após usar o banheiro; - proteger os alimentos de moscas, baratas e ratos; - lavar cuidadosamente as verduras e frutas.



*Como preparar o soro caseiro:

Misture em um litro de água mineral, de água filtrada ou de água fervida (mas já fria) uma colher pequena (tipo cafezinho), de sal e uma colher grande (tipo sopa), de açúcar. Misture bem e ofereça o dia inteiro ao doente em pequenas colheradas. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



VIII- O que são doenças autoimunes e como tratar lúpus e psoríase.:

Doenças autoimunes atacam o organismo dos pacientes. Elas trazem manifestações na pele que podem afetar a vida social. Doenças autoimunes são aquelas em que o sistema imunológico afeta o organismo do próprio paciente. A pediatra Ana Escobar e a reumatologista Maria Helena Kiss explicaram como essas doenças agem no organismo e falaram sobre o lúpus e a psoríase. O lúpus e a psoríase são duas doenças autoimunes. É como se o sistema imunológico interpretasse que o paciente é a bactéria. Um ponto em comum entre essas doenças é que ambas são inflamatórias, costumam surgir principalmente na vida adulta e trazem manifestações na pele que podem afetar a vida social. Estresse emocional pode desencadear os dois problemas e não há cura para ambos, mas apenas controle. As doenças podem desaparecer, mas podem voltar. Por outro lado, enquanto o sol ajuda a combater a psoríase, piora o lúpus. O sistema imunológico do corpo humano produz proteínas chamadas anticorpos que servem para combater microorganismos agressores, como bactérias invasoras. No lúpus e na psoríase, porém, o sistema produz anticorpos contra células de diferentes tecidos do corpo, causando lesões na pele e, no caso do lúpus, dependendo da pessoa, lesões no sistema nervoso, coração, pulmões, rins e articulações. Os estudos para descobrir porque desenvolvemos anticorpos contra nós mesmos estão em andamento. Uma das teorias diz que, quando a pessoa nasce, o corpo passa por um processo de reconhecimento celular. Algumas células não são reconhecidas e ficam escondidas. Quando há uma queda de imunidade, por exemplo, essas células aparecem no organismo e o corpo passa a produzir anticorpos contra elas. Outra teoria diz que alguns vírus (não se sabe quais) têm a capacidade de modificar nossas células. Quando isso ocorre, o nosso organismo passa a não mais reconhecê-las e, então, produz anticorpos. Lúpus O lúpus eritematoso sistêmico (les) pode ter um início agudo ou mais lento, com manifestações em diferentes órgãos. Essas manifestações podem ocorrer simultaneamente ou sucessivamente na pele, nas articulações, nos rins e nas membranas serosas. O diagnóstico da doença é feito pela presença de, no mínimo, quatro de onze critérios clínicos e o tratamento começa pela conscientização do paciente. A doença provoca uma inflamação nos vasos sanguíneos (vasculite), e como eles estão por toda parte do corpo, pode disseminar para qualquer lugar do organismo, tendo consequências mais sérias quando atinge os rins e o sistema neurológico. No caso dos rins, pode comprometer o órgão a ponto de ter de fazer transplante. No caso do sistema nervoso, pode levar a pessoa a ter derrames ou desenvolver problemas psiquiátricos ou psicomotores. Porém, o lúpus grave ou agudo atinge menos de 20% dos portadores da doença. Vale lembrar também que mais de 90% dos pacientes que tratam o lúpus e levam as orientações médicas a sério respondem bem ao tratamento e quase não sofrem os sintomas da doença. O tempo médio de tratamento é de cinco anos e há casos de pessoas que, após tratadas, a doença nunca mais volta a manifestar. Quem tem lúpus pode emagrecer antes de começar o tratamento, mas depois a tendência é engordar. É importante investigar a possibilidade de lúpus. Se você tiver alterações frequentes em exames de urina, como presença de células de defesa (leucócitos no xixi), lesões na pele, dores articulares, manchas em forma de borboleta no rosto ou emagrecimento, pode ser sinal da doença e existe um exame de sangue que pode diagnosticá-la. Alguns anticorpos são específicos do lúpus, como o anti dna e o anti sm. Psoríase A psoríase pode ser confundida com outros problemas de pele, por isso é importante procurar um dermatologista para identificá-la. A doença se manifesta através de lesões que coçam bastante. Nos casos de psoríase leve, os tratamentos costumam ser com pomadas, loções, shampoos ou geis. Em casos mais severos, podem ser indicados medicamentos via oral e fototerapia. Na doença, as células da pele vão se multiplicando em camadas, umas em cima das outras, formando escamas. Segundo a Dra. Eliandre Pallermo, diretora da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a recomendação é que a exposição ao sol sem protetor solar seja feita nos horários com menor incidência de raios UV, ou seja, antes das 10h e após as 16h. Como se trata de uma exposição terapêutica e não com a finalidade de bronzear, o período de exposição varia de acordo com o tipo de pele de cada pessoa. Para pessoas com a pele branca, não é recomendado ultrapassar 20 minutos, desde que a pele não fique vermelha. Pessoas com a pele morena ou negra podem se expor um pouco mais, de 30 a 40 minutos, desde que não sintam ardência na pele. Entretanto, o ideal é analisar cada caso individualmente, por isso é extremamente importante o acompanhamento de um médico dermatologista. Tratamento Há tratamento disponível no SUS com remédios que ajudam a controlar as doenças. Procure um hospital universitário ou peça encaminhamento do posto de saúde para uma dessas unidades se não obtiver o controle com a ajuda dos médicos do posto de saúde. No caso do lúpus, o uso de corticoides pode levar ao ganho de peso. Por isso, a alimentação saudável e os exercícios físicos são indispensáveis. Há também os imunossupressores, que agem nos linfócitos (células responsáveis pela produção de anticorpos), mas o problema é que acabam atuando nas células normais, o que pode causar anemias e diminuir a resistência. O tratamento com agentes biológicos bloqueia determinados anticorpos responsáveis pelos sintomas do lúpus. Controlar o estresse emocional e realizar pequenas coisas que trazem felicidade e bem-estar pode ajudar. A pessoa com lúpus ou psoríase não deve fugir do contato social e deve explicar que a doença de pele não é contagiosa. A alimentação rica em vegetais, carnes magras e sem gordura pode ajudar também no tratamento. A dieta com pouco sal e atividades físicas também são positivos. Exercícios com proteção solar, como caminhadas noturnas, musculação, natação e pilates estimulam a massa muscular e melhoram a qualidade do osso. Portadores de lúpus não devem tomar sol e, mesmo em ambientes fechados, devem usar fator de proteção solar porque o raio ultravioleta destrói várias células cutâneas e o organismo entende que precisa produzir mais anticorpos. Em contrapartida, o sol ajuda a controlar a psoríase, mas exige combinação de um creme hidratante que ajude a evitar o ressecamento, que pode agravar a doença. Nas duas doenças, é bom manter a casa saudável, arejada, sem mofo e pó que podem irritar mais ainda a pele. É importante saber que o lúpus é uma doença tratada por reumatologistas e a psoríase é tratada por dermatologistas. Porém, alguns pacientes com psoríase (cerca de 30%) desenvolvem artrite inflamatória crônica que comprometem as articulações periféricas, o que demanda tratamento também com o dermatologista, além do reumatologista.



IX- Halitose

O que é:


A halitose é uma alteração do hálito que o torna desagradável, podendo significar ou não uma mudança patológica. É um sinal indicativo de que alguma disfunção orgânica (que requer tratamento) ou fisiológica (que requer apenas orientação), esteja acontecendo. A halitose não significa apenas uma doença, mas também, uma alteração das condições fisiológicas como por exemplo a halitose matinal, que a maioria das pessoas têm. A halitose em geral é um problema de saúde com conseqüências sociais e econômicas, morais e psicoafetivas tão sérias que aflige, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial. A halitose também é conhecida como hálito fétido, mau hálito, fedor da boca. O hálito é composto pelo ar expirado após a inspiração que provoca as trocas gasosas fisiológicas, associado às substâncias eliminadas por via pulmonar. Estas substâncias partem do intestino para o fígado, para a bile, para o sangue e finalmente para os pulmões, quando são eliminados pela expiração.



Causas:

A halitose geralmente está associada à existência de cáries e a má higiene bucal, porém pode ter outra origem como a respiratória, (sinusite e amidalite) digestiva, (erupção gástrica, dispepsia, neoplasias e úlcera duodenal) e a de origem metabólica e sistêmica (diabetes, enfermidades febris, alterações hormonais, secura da boca, estresse).



Tipos de halitose:

A halitose fisiológica relaciona-se a diminuição do fluxo salivar durante o sono: existe um fluxo mínimo de saliva durante o sono. Assim, ocorre putrefação de células epiteliais esfoliadas que permanecem retidas durante esse período ocasionando um odor desagradável, o qual desaparece após a higienização oral pela manhã, restabelecendo o fluxo salivar aos valores normais A halitose provocada por medicamentos se deve ao fato de que algumas drogas podem alterar a sensação de gosto e olfato como: sais de lítio, penicilina e tiocarbamida, causando halitose subjetiva, ou ainda podem ser excretadas através do pulmão. Alguns medicamentos antineoplásicos, anti-histamínicos, anfetaminas, tranqüilizantes, diuréticos, fenotiaminas e outras drogas provocam diminuição do fluxo salivar ocasionando o mau hálito. Halitose imaginária, halitofobia ou halitose psicossomática: ocorre em pacientes que apresentam alteração no olfato e passam a acreditar que possuem halitose, porém outras pessoas não detectam o fato. Existe outro tipo de halitose que é a temporária, de origem alimentar. Esta pode ser causada pela ingestão de alimentos com alho, cebola, condimentos, jejum prolongado, bebidas alcoólicas, pois o metabolismo desses alimentos e bebidas produz ácidos e outros compostos que são excretados através dos pulmões.



Prevenção:

Seja qual for a causa da halitose a higiene bucal é fundamental para o sucesso do tratamento, além da eliminação da sua respectiva causa. Ë imperativo que além da escovação e do uso do fio dental promova-se a periódica limpeza da língua após as refeições e ao deitar, evitando o acúmulo de bactérias. Consultas odontológicas devem ser estimuladas, principalmente quando o paciente for portador de várias restaurações, próteses fixas ou adesivas, pois as mesmas podem estar com áreas que retenham restos de alimentos. - uso de fio dental e boa escovação, limpando também a língua, após qualquer refeição; - consulta regular ao dentista; - realização de bochechos com produtos anti-sépticos; - ter uma dieta balanceada e evitar comer entre as refeições; - beber pelo menos dois litros de água por dia; - controlar o estresse; - evitar o excesso de comidas gordurosas, cigarros, café, frituras. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



X- Herpes (herpes simples, herpes labial)

O que é?:


O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex virus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma inativa, até que venha a ser reativado. A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica. Algumas pessoas têm maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento.



Como se manifesta:

As localizações mais freqüentes são os lábios e a região genital, mas o herpes pode aparecer em qualquer lugar da pele. Uma vez reativado, o herpes se apresenta da seguinte forma: ? inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as lesões; ? a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê sobre área avermelhada e inchada; ? as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença; ? a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à cicatrização; ? a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias.



Tratamento:

Os seguintes cuidados devem ser tomados durante um surto de herpes: ? o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros sintomas, assim o surto deverá ser de menor intensidade e duração; ? evite furar as vesículas; ? evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, principalmente de crianças se a localização for labial; ? evite relações sexuais se a localização for genital; ? lave sempre bem as mãos após manipular as feridas pois a virose pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, especialmente as mucosas oculares, bucal e genital. O tratamento deve ser orientado pelo médico dermatologista. É ele quem pode determinar os medicamentos mais indicados para o seu caso que, dependendo da intensidade, podem ser de uso local (na forma de cremes ou soluções) ou de uso via oral, na forma de comprimidos. Quando as recidivas do herpes forem muito freqüentes, a imunidade deve ser estimulada para combater o vírus. Os fenômenos desencadeantes devem ser evitados, procurando-se levar uma vida o mais saudável possível. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



XI- Hipertensão

A hipertensão arterial ou pressão alta, é uma doença que ataca os vasos sangüíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins. Ocorre quando a medida da pressão se mantém freqüentemente acima de 140 por 90 mmHg. Essa doença é herdada dos pais em 90% dos casos, mas há vários fatores que influenciam nos níveis de pressão arterial, entre eles: - fumo, consumo de bebidas alcoólicas, obesidade, estresse, grande consumo de sal, níveis altos de colesterol, falta de atividade física; - além desses fatores de risco, sabe-se que sua incidência é maior na raça negra, aumenta com a idade, é maior entre homens com até 50 anos, é maior entre mulheres acima de 50 anos, é maior em diabéticos; Sintomas: Os sintomas da hipertensão costumam aparecer somente quando a pressão sobe muito: podem ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal. Prevenção e controle: A pressão alta não tem cura, mas tem tratamento e pode ser controlada. Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, mas além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável: - manter o peso adequado, se necessário, mudando hábitos alimentares; - não abusar do sal, utilizando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos; - praticar atividade física regular; - aproveitar momentos de lazer; - abandonar o fumo; - moderar o consumo de álcool; - evitar alimentos gordurosos; - controlar o diabetes. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



XII- O Uso de medicamentos:

Medicamentos são substâncias que objetivam curar doenças ou aliviar sintomas. São usados para trazer bem estar, porém, se os devidos cuidados não forem tomados, podem causar problemas. - verifique sempre o prazo de validade dos medicamentos antes de usá-los; - não use medicamentos com embalagens estragadas, sem rótulo ou bula; - não utilize a mesma receita médica mais de uma vez, pois um medicamento que foi usado antigamente pode não ser o correto hoje. - não compre medicamentos que foram indicados por vizinhos ou amigos; fale primeiro com seu médico; - não misture medicamentos sem a devida orientação; - ao comprar um medicamento peça informações sobre possíveis reações indesejáveis; - só use medicamentos com orientação de seu médico; - se apresentar algum sintoma diferente ao tomar um medicamento, procure seu médico; - siga sempre as orientações do médico quanto ao modo de usar e a dosagem; - bebês, mulheres grávidas ou que estejam amamentando não devem tomar medicamentos sem orientação médica; - evite consumir bebidas alcoólicas quando estiver fazendo uso de medicamentos. Todo medicamento deve ser guardado em locais seguros, arejados, secos e protegidos da luz; nunca em cima da geladeira, no banheiro, embaixo de pias ou próximo de materiais de limpeza; sempre longe do alcance de crianças e de animais domésticos. Crianças e idosos devem ter cuidados especiais com a sua medicação.



Riscos de se ter uma "farmácia" em casa::

- risco de usar medicamentos vencidos ou estragados; - risco de tomar medicamentos receitados para outras pessoas da família; - envenenamento acidental de crianças e de animais domésticos. Plantas medicinais podem auxiliar no tratamento de doenças, mas devem ser usadas com orientação adequada, pois também podem causar danos à saúde. Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



XIII- Osteoporose:

Os ossos crescem até os 20 anos. A partir daí, a densidade aumenta até os 35 anos e começa a perda de massa progressivamente ou osteoporose. O processo é mais rápido nas mulheres, principalmente após a menopausa.



Algumas dicas podem ajudar na prevenção ou no controle da osteoporose:

A ingestão de cálcio é fundamental para o fortalecimento dos ossos. Adote uma dieta rica em alimentos com cálcio (leite e derivados, como iogurtes e queijos). Os médicos indicam dois copos de leite desnatado e uma fatia de queijo branco por dia; Consuma verduras de folhas escuras, como brócolis, espinafre e couve; Evite carne vermelha, refrigerante, café e sal; Exponha-se ao sol de forma moderada. Os raios ultravioletas sobre a pele estimulam a produção de vitamina D, fundamental para a absorção do cálcio pelo organismo. Basta de 20 a 30 minutos de sol por dia, entre 6h e 11h; Não fume e evite o consumo excessivo de álcool; Independente da idade inicie um programa de exercícios (pode ser caminhada ou musculação, por exemplo). Entre outras vantagens, ajuda a fortalecer os músculos, melhorar o equilíbrio e os reflexos, evitando as quedas; Mulheres que entraram na menopausa devem consultar um médico para começar um tratamento especial. A partir de 45 anos, devem ser submetidas a um teste de densitometria óssea; Obstáculos como móveis, tapetes soltos e pouca iluminação, podem facilitar quedas e, conseqüentemente, provocar fraturas em pessoas com osteoporose.



Saiba como deixar a casa mais segura com algumas dicas:

Na cama, é importante que a pessoa sentada consiga apoiar os pés no chão, evitando assim, a hipotensão postural (tonturas); A mesa de cabeceira deve ser 10 cm mais alta do que a cama e com bordas arredondadas. Se possível, fixe-a no chão ou na parede, evitando que se desloque caso a pessoa precise apoiar-se nela; Sempre que possível, instale os interruptores de luz próximos à cama, ou adote um abajur; Prefira pisos antiderrapantes para áreas molhadas (como box e corredores); Evite tapetes soltos e prefira os de borracha e antiderrapantes; Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



XIV- Tabagismo

Por que produtos como cigarros, charutos e cachimbo fazem mal à saúde? :


No período de consumo destes produtos são introduzidas no organismo mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo nicotina (responsável pela dependência química), monóxido de carbono (o mesmo gás venenoso que sai do escapamento de automóveis) e alcatrão, que é constituído por aproximadamente 50 substâncias pré-cancerígenas.



Quais são as doenças causadas pelo uso do cigarro?

São mais de 50 doenças relacionadas ao consumo de cigarro. Estatísticas revelam que os fumantes, comparados aos não fumantes, apresentam um risco 10 vezes maior de adoecer de câncer de pulmão, 5 vezes maior de sofrer infarto, 5 vezes maior de sofrer de bronquite crônica e enfisema pulmonar e 2 vezes maior de sofrer derrame cerebral.



E os não fumantes, como ficam nessa história?

Basta manter um cigarro aceso para poluir um ambiente com as substâncias tóxicas da fumaça do cigarro. As pessoas passam 80% do seu tempo em ambientes fechados. Ao fim do dia, em um ambiente poluído, os não fumantes podem ter respirado o equivalente a 10 cigarros. Ao respirar a fumaça do cigarro, os não fumantes correm o risco de ter as mesmas doenças que o fumante.



Quais são os riscos para as crianças que convivem com fumantes em ambientes fechados?

As crianças, especialmente as mais novas, são as mais prejudicadas, já que respiram mais rapidamente. Em crianças que vivem com fumantes em casa (cerca de metade das crianças do mundo), há um aumento de incidência de pneumonia, bronquite, agravamento de asma, além de uma maior probabilidade de desenvolvimento de doença cardiovascular na idade adulta.



Quais são os benefícios imediatos de se parar de fumar?

Após 20 minutos a pressão sangüínea e a pulsação voltam ao normal. Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue do fumante. Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza. De 12 a 24 horas após o último cigarro, os pulmões já funcionam melhor.



E depois disso?

Após 2 dias, o olfato já percebe melhor o cheiro e o paladar já está mais sensível. Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora. Após 1 ano, o risco de morte por infarto já foi reduzido pela metade. De 5 a 10 anos depois de parar de fumar, o risco de infarto será igual ao de pessoas que nunca fumaram. Portanto, se você é fumante, pare de fumar, se convive com alguém que fume, ajude-o a vencer essa batalha! Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Mulheres que entraram na menopausa devem consultar um médico para começar um tratamento especial. A partir de 45 anos, devem ser submetidas a um teste de densitometria óssea; Obstáculos como móveis, tapetes soltos e pouca iluminação, podem facilitar quedas e, conseqüentemente, provocar fraturas em pessoas com osteoporose.



Saiba como deixar a casa mais segura com algumas dicas:

Na cama, é importante que a pessoa sentada consiga apoiar os pés no chão, evitando assim, a hipotensão postural (tonturas); A mesa de cabeceira deve ser 10 cm mais alta do que a cama e com bordas arredondadas. Se possível, fixe-a no chão ou na parede, evitando que se desloque caso a pessoa precise apoiar-se nela; Sempre que possível, instale os interruptores de luz próximos à cama, ou adote um abajur; Prefira pisos antiderrapantes para áreas molhadas (como box e corredores); Evite tapetes soltos e prefira os de borracha e antiderrapantes; Fonte: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.



XV- Os antibióticos

Antibióticos são substâncias capazes de eliminar ou impedir a multiplicação de bactérias, por isso são usados no tratamento de infecções bacterianas. Sua descoberta revolucionou a história da medicina, pois anteriormente muitas pessoas morriam em decorrência de diversos tipos de infecções. Atualmente, porém, o uso indiscriminado de antibióticos vem fazendo com que as bactérias se tornem resistentes aos tratamentos, gerando um grave problema no mundo todo. O uso indiscriminado ocorre quando os antibióticos são usados para tratar infecções que não são causadas por bactérias, como resfriados, por exemplo; quando tomados em doses incorretas e quando o tempo de tratamento é inadequado.



Como o uso incorreto torna as bactérias resistentes?

Quando se inicia o uso de um antibiótico o doente geralmente apresenta sintomas como dor e febre. Com a tomada das primeiras doses as bactérias mais frágeis começam a ser eliminadas e os sintomas melhoram. Se o paciente suspende o uso neste momento, as bactérias mais fortes que continuam vivas começam a se multiplicar novamente e os sintomas vão reaparecer. Como as novas bactérias são descendentes daquelas mais resistentes, é bem provável que o mesmo medicamento não cure mais esta infecção.



Como evitar a resistência aos antibióticos?

- nunca use antibióticos sem a indicação do médico ou dentista; - use a dose que foi prescrita e nos horários corretos (usar doses maiores não acelera a cura); - nunca pare o tratamento antes do prazo indicado, mesmo que os sintomas tenham melhorado; - não use antibióticos fora do prazo de validade (podem não fazer efeito e causar resistência bacteriana); - evite guardar sobras de antibióticos em casa, pois a quantidade geralmente não é suficiente para um novo tratamento.



Peça sempre orientação ao profissional de saúde!

- alguns antibióticos são mais bem tolerados quando tomados com as refeições; outros devem ser tomados com o estômago vazio. O profissional de saúde orientará sobre a melhor maneira de usá-los para que a cura ocorra com o mínimo de efeitos colaterais; - certas pessoas têm alergia a alguns tipos de antibióticos, por isso, lembre-se sempre de contar ao profissional de saúde sobre as alergias que já teve; - a maioria dos casos de dor de garganta, gripe e diarréia não necessita de tratamento com antibióticos, pois geralmente são causados por vírus.




FONTE: Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde.


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